Foi então proclamada, em 1484, a Bula contra os Bruxos, pelo Papa
Inocêncio VIII. Neste documento, ele relacionava os crimes atribuídos
aos bruxos e dava plenos poderes à Inquisição para prender, torturar e
punir todos aqueles que fossem suspeitos do ‘crime de feitiçaria’. Foi criado então um livro (absurdo e misógino) era um manual de reconhecimento e caça aos
bruxos, e, principalmente, às bruxas (o livro trazia afirmações
surpreendentes, como : “quando uma mulher pensa sozinha, pensa em
malefícios”). A partir daí, a Igreja abandonou completamente a postura
de ignorar a Bruxaria: pelo contrário, não acreditar na sua existência
era considerada a maior das heresias. Iniciou-se então um período de
duzentos anos de terror, conhecido entre os bruxos como “Era das
Fogueiras”. Mas os bruxos não pereciam só em fogueiras: eram também enforcados e esmagados sob
pedras. Isso quando não pereciam nas torturas, as quais são tão cruéis e
sádicas que não merecem nem ser mencionadas.
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